Pigananda!!! escrita por almightymag


Capítulo 4
Snow War :O


Notas iniciais do capítulo

Acabei de alimentar 17 pandas com bambus *-----* 'euvouprocéu o/ UIAHSIAUSHIAUHS' matei quatro ontem por não ter postado a fic >.< que era para ter sido postada antes de ontem, mas ontem eu resolvi mudar a metade do capítulo o/ aí, já viu :x kkkkkkk'

Espero que gostem e dêem reviews o/



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– Bom dia! – cantarolou a voz que eu reconhecia como a do Key.

Caramba, Key! Jong! Minho! Taemin! Onew! Nada foi um sonho, e apesar de tudo, que droga! Isso tudo confirma a grande besteira que aconteceu: perdemos todo o nosso dinheiro, a xerox de nossos documentos – identidade, CPF, a porcaria toda! –, o meu rímel preto da M.A.C. e mais todo o kit de maquiagem da mesma marca, que por sinal é caríssima!

Eu estiquei meus braços me espreguiçando e abri os olhos ainda meio grogue de sono.

– Bom dia – murmurei dando um sorriso embriagado.

Olhei para o lado direito e vi que Sunie e Anna ainda tentavam acordar; sem sucesso. Olhei para a esquerda, de volta para Key que estava sentado ao meu lado com as pernas cruzadas em borboleta. E com uma bandeja de café da manhã no colo.

Eu levantei meio exaltada me apoiando nos cotovelos.

– E o combinado? – perguntei olhando para a bandeja em seu colo.

– Só estou tentando causar uma boa primeira impressão – Key sorriu – Eu estava inspirado hoje, e isso não acontece sempre...

Eu dei uma breve risada e espiei a badeja mais uma vez.

– E cadê os ovos e os bacons? – perguntei com o cenho franzido. Porque geralmente era isso que eu esperava de um café da manhã, pelo menos feito por um garoto, lá em Manhattan eu me contentava com torradas, sucos e essas coisas, mas na bandeja do Key havia uma tigelinha de arroz branco japonês e outra tigelinha de sopa de legumes – eu acho que eram legumes, estavam tão bem picadinhos.

– Aí você já quer demais – disse ele rindo.

Eu levantei meus olhos até o seu rosto e ele estava com aquela mesma expressão do dia anterior, quando eu o vi pela primeira vez. Eu sorri quase não acreditando que aquilo tudo estava acontecendo.

Depois Minho e Taemin entraram no quarto carregando bandejas onde continham as mesmas coisas: arroz branco japonês e a sopinha de legumes. E quando eles entraram a Anna e Sunie meio que deram um salto dos colchonetes. Eles disseram “bom dia” e “bom apetite” e logo saíram deixando-nos sozinha e com o dilema de como usar o hashi.

Quer dizer, a gente já comeu comida japonesa antes, tipo sushi, mas nunca arroz. Como iríamos pegar aqueles grãozinhos de arroz com os hashis? Nós nos entreolhamos e tentamos.

Bom, demoramos apenas 15 minutos... para comer a metade da tigelinha de arroz. E nesses segundos um dos meninos sempre abriam a porta para perguntar se já havíamos a acabado. Até que desistimos de tentar comer o arroz até que Sunie teve a idéia mirabolante de comer o arroz com a colher da sopa – que estava deliciosa. Não sei por que, mas quando vemos legumes pensamos logo em um gosto... desagradável. Mas a sopa que supostamente o Key preparou estava tão bem temperada que mal dava para sentir o gosto dos legumes.

Depois de tomarmos o café da manhã, nós tomamos banho e nos vestimos com as nossas roupas, basicamente, mas nos rendemos às jaquetas largas e quentes que estavam naquele closet. Sem contar que o perfume deles estava grudado nas roupas, o que parecia tornar as coisas mais difíceis.

Agora eu, Anna e Sunie estávamos sentadas num banquinho que eles tinham no quintal. Que nem aqueles bancos que tem no Central Park... que saudade dos Estados Unidos, onde nós comemos ovos e bacons no café da manhã.

– Eu acho que uma semana não rola – murmurou Anna.

Eu bufei jogando minha cabeça para trás.

– A gente já falou sobre isso...

– Não! – Ann me interrompeu antes que eu desse mais um ataque de adolescente revoltada – Quero dizer... uma semana não é tempo o suficiente.

Sunie foi a primeira a arregalar os olhos e encará-la.

– Certo... – comecei com a ironia – Cadê a senhorita que disse que eles eram um bando de psicopatas tarados de olhos puxados?

– Eu a matei noite passada – respondeu Anna de uma maneira que quase me fez acreditar nisso.

– Correção – interveio Sunie – Taemin a matou noite passada.

Eu forjei uma cara de surpresa. Anna parecia surpresa de verdade.

– O que quer dizer? – indagou ela.

– Ah, qual é! – falou Sunie – Por mais que você banque a madura-sensível-cautelosa você não resiste a garotos que tenham bochechas, e toda aquela coisa fofa! – Sunie fez um gesto exasperado apontando para o rosto de Anna.

Eu ri. A Sunie ficava muito engraçada quando irritada, ela sempre fazia um monte de gestos e monte de expressões faciais. Anna também riu.

– Ok! – Anna levantou as mãos se rendendo – Eu confesso. Eu acho o Taemin um fofo.

Sunie suspirou logo dizendo:

– E o Minho é maravilhoso!

Eu mordi o lábio inferior tentando, desesperada, uma maneira de fugir desse assunto de “o meu preferido”.

– E você Mag? – perguntou Sunie quando eu abri a boca para começar a falar sobre o almoço, o que íamos fazer e tal.

Tudo saiu da minha boca foi:

– Errr...

– Aposto que é o Key – chutou Anna – A Mag tem uma tara por garotos que usam piercings discretos. Como aquele que ele tem na orelha, bem na cartilagem – Anna segurou a ponta de sua orelha indicando o lugar onde o Key tinha o piercing.

– Não, não é na cartilagem, na verdade são dois snugs e outro no lobule auricle – dizia eu enquanto indicava os lugares certos na orelha onde Key tinha os piercings. Eu falei isso antes que pudesse me controlar então fui vítima de mais de seus olhares maliciosos.

– Sem contar que a Mag adooora caras com cabelos estranhos, que nem o do Key – disse Sunie mais como uma conclusão.

Agora elas estavam me fuzilando mesmo com os olhos estreitos e me esfaqueando direto com todas aquelas palavras acusadoras. Eu só queria acabar logo com aquilo...

Até que eu fui salva pelo gongo.

Não exatamente um gongo, na verdade, o Taemin foi meio que arremessado da porta da sala para fora. Ele não chegou a cair, mas cambaleou um pouco e permaneceu de pé. Numa situação dessa eu teria me levantado para aparar a briga, mas Taemin ria. Ria muito. Seu rosto estava vermelho de tanto rir. Com certeza ele fez alguma besteira e os garotos se estressaram com ele.

E acho que eu estava certa.

Os garotos saíram para o quintal, os lábios apertados para não rir. Taemin ria e se afastava à medida que os outros se aproximavam. Até que Jong fez o primeiro movimento brusco. Ele pegou um punhado de neve do chão e tacou no Taemin. Logo os outros fizeram o mesmo. O que resultou na guerra de bola de neve.

Eu e as meninas não pudemos evitar a cara de surpresa e o riso. E eu realmente estava aliviada por aquele assunto de “o meu preferido” ter acabado.

Houve um momento em que uma bolinha atingiu o rosto de Sunie. Eu e Anna caímos na gargalhada.

– Me desculpe – falava Minho enquanto vinha em nossa direção. – A bola foi minha, me desculpe – as desculpas eram sinceras, mas ele ainda ria.

Sunie sorriu sadicamente e pegou um punhado de neve no chão.

– Não, não! – gritava Minho se afastando, com as mãos sobre o rosto. – Não, não, não! Me descul...

Mas Sunie já havia atacado. Bem na barriga. Minho pegou um punhado de neve no chão para acertá-la, agora de propósito, mas ela desviou. E a bola acertou em mim! Os flocos de neve que grudaram na minha bochecha formigavam.

Anna apontou para o meu rosto e começou a rir histericamente.

Eu peguei dois punhados de neve, um em cada mão. Um foi para o Minho e outro foi para Anna que logo parou de rir.

Eu escutei a gargalhada do Minho e da Sunie, e eu mordia o interior da minha bochecha para não rir. Anna se levantou e eu já me virei preparada para correr. Minho se abaixou abraçando as pernas da Sunie, que soltou um gritinho, e depois saiu correndo com ela para onde os meninos estavam. Eu estava logo atrás deles.

Fui acertada por algumas bolas de neve, mas logo consegui acertar uma no Jong. O Taemin espalhava neve nos cabelos lisos e escuros da Anna, que jogou um punhado de neve no rosto dele. E eu? Estava parada tentando mirar no Onew, mas quando joguei a bola acertou no Key. Logo no rosto do Key. Eu ia dizer algo do tipo “opa, desculpa”, mas já era tarde. Key vinha em minha direção com as mãos cheias de neve.

– Não, por favor, não! – exclamei ainda com dificuldade de controlar o riso.

Mas ele continuava se aproximando de mim com um sorriso estranho nos lábios. Eu segurei seus punhos, porém ele era mais forte que eu.

– Hey, Key! – eu implorava chorando de tanto rir.

Eu continuei dando passos hesitantes para trás quando tropecei em alguma coisa – talvez uma pedrinha estúpida que estava no lugar errado e na hora errada – e caí.

Logo os risos desapareceram e toda descontração se esvaeceu num sorriso. O rosto do Key estava em uma proximidade perigosa. Perigosa mesmo, perigosa demais! Eu podia sentir sua respiração resvalando em meu rosto. E – meu Deus! – minhas pernas tremiam freneticamente e parecia que estava rolando um terremoto no meu estômago.

– É – alguém falou – Parece que já chegamos ao game over – a voz era do Jong.

Key sorriu, soltou um riso abafado e se levantou de cima de mim.

Eu os vi entrando na casa, um dando soquinhos no outro e rindo. De novo, lá estava eu, Sunie e Anna. Eu continuava no chão. Agora eu sentia a neve formigando sob meu corpo, e também sentia minhas mãos dormentes, quer dizer, eu não sentia as minhas mãos por causa do frio.

– O que foi aquilo? – Sunie suspirou e deitou no chão ao meu lado, então eu soube que ela não estava falando do Key, e sim do Minho.

Anna se deitou no meu outro lado também soltando um suspiro e um risinho.

Nós ficamos ali, em silêncio, vendo a neve cair lentamente.


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Notas finais do capítulo

Dêem reviews... dêem reviews... dêem reviews... -sentiu o eco? UIASHAIUHSAIUSHAISUH' xD #palhaçamodeon Sério, dêem reviews? :D -xoxo



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